quinta-feira, 8 de setembro de 2011

dentro do seu coração




Hoje vi o brilho dos seus olhos mirando os meus
Havia tanta ternura e emoção
Que cheguei a sentir um calor a me tomar pelas mãos
Me parecia ser o afago da saudade
Mas por instantes percebi surgir dos seus olhos umas espécies de chamas
Que entre brisas de bons sentimentos
Nos tomavam. Quando a nossa volta tudo começou a espelhar um vulcão
Logo aquele calor nos incendiou
Tomando tudo que havia por dentro
Enquanto se derramavam as lavas em toda aquela erupção
Eu vi se manifestarem as dores, as mágoas, os rancores
Guardados com o tempo
Em você já não havia transparência
Só mesmo o clarão das chamas
Estando completamente queimados e sem nem conseguir nos tocar,
Começamos a deixar os pingos nos olhos falarem por nós
E a todo momento a sinceridade do que estava trancado passou a refletir os abraços
Cheirosos, nos espaços mais fraternos
Percebemos então, que o solo que um dia fora queimado
Era agora o mais fértil entre todos mais
Que para cultivas o bem não havia espaço mais confortável
Que só mesmo um novo calor de uma antiga amizade
Poderia plantar mais uma vez as menos sementes
Dos bons frutos que devemos colher
Mas nós o que faremos diante desse mar
Que a natureza criou, nessa fertilidade de vida
Nessa curva entre os giros que há
Dentro do seu coração

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